O QUE É FORÇA VOLUNTÁRIA?

Força Voluntária é um projeto apoiado pelo Fundo de Reconstrução do ICOM – Instituto Comunitário da Grande Florianópolis e executado pelo Instituto Voluntários em Ação, em parceria com a Defesa civil e outras organizações, que visa mobilizar, organizar e capacitar grupos de voluntários para agir em situações de desastres em Santa Catarina. Veja como fazer parte do Força Voluntária: 1. Clique em “Quero me Cadastrar” e preencha o formulário com seus dados. 2. Ao finalizar seu cadastro, clique em “Quero participar do projeto Força Voluntária”. 3. Escolha a vaga para ser voluntário em seu município. Caso não more em Santa Catarina, você pode ajudar sendo conteudista do projeto. 4. Pronto. Você será convocado para participar das capacitações presenciais e online e futuramente estará preparado e apto para ser um voluntário em prevenção e situações de desastres.

 

Tsunami causado por barragens pode ser verdadeira causa da enchente em Alagoas

24 de junho, 2010 por maria.eduarda

Choveu muito em Pernambuco e Alagoas na sexta-feira, dia 18, mas a verdadeira causa da tragédia que arrasou a zona da mata alagoana, matou 44 pessoas e tirou mais de 40.000 pessoas de suas casas pode ter sido uma espécie de ‘tsunami’ causado pelo rompimento de barragens privadas situadas na bacia dos rios Canhoto (PE) e Mundaú (PE e AL). “É a única explicação possível”, afirma Ricardo Sarmento Tenório, professor de meteorologia da Universidade Federal de Alagoas e coordenador do Sistema de Radar Metereológico de Alagoas (Sirmal).
A hipótese de Tenório é que algumas das várias barragens particulares espalhadas pela bacia do rio Mundaú, que ocupa uma área de 4.102 Km², ficaram saturadas e se romperam. “Não foi uma tromba d’água em determinada região. A característica foi de uma onda grande que veio em alta velocidade”, afirma. Como o rio Mundaú não é caudaloso e as chuvas não ficaram muito acima do esperado para a época, o meteorologista não vê outra explicação para a tragédia. “Só não aconteceu antes porque não choveu tanto nas cabeceiras nos últimos anos.”
Segundo Tenório, as chuvas que se concentraram nas cabeceiras dos rios Mundaú, Paraíba (AL), Camarajibe (AL), Una (PE) e Sirinhaém (PE) foram fortes, mas não o suficiente para que os rios transbordassem com a violência observada em cidades como Branquinha. Esta cidade está longe da área em que mais choveu e mesmo assim foi completamente destruída. “Houve muita chuva na cabeceira desses rios, mas em Garanhuns, onde choveu 121,8 mm em 24 horas, não aconteceu grandes estragos”, diz Tenório. “Essa quantidade não seria capaz de provocar uma vazão tão grande.”
Junho e julho são, de fato, os meses em que mais chove na região. A vazão do rio Mundaú, que atravessa as cidades mais atingidas em Alagoas, dobra em junho e quase triplica durante o mês de julho. A chuva de mais de 100 mm registrada na sexta-feira não seria, então, segundo Tenório, nada fora do normal: forte para o período, mas não justificaria a violência com que a água atingiu as cidades ribeirinhas. “Metereologicamente não foi tão anormal”, diz Priscila Farias, técnica do INPE.
Água sobre água – Para Alex Gama, secretário de Recursos Hídricos do Estado de Alagoas, não dá para atribuir os estragos às barragens. “Existem algumas barragens que seguraram 15 milhões de metros cúbicos. Se fizermos as contas, isso não significa nada comparado à quantidade de água que desceu. Foi muita chuva e muita gente morando na beira do rio, por isso o estrago.”
As informações oficiais da Secretaria dão conta que entre os dias 16 e 19 deste mês choveu 400 mm, quantidade esperada para um mês e meio de chuva. No dia 18 ocorreu o maior pico: 180 mm. “Houve chuvas antecedentes que fizeram o solo ficar encharcado. A água desceu em grande velocidade e em grande volume. Foi água sobre água”, afirma o secretário.
Almir Cirilo, secretário-executivo de Recursos Hídricos de Pernambuco, também descarta as barragens como causa. “A única barragem que temos registro de rompimento tem capacidade de 600.000 metros cúbicos. Eu fiz uma estimativa que se não tivéssemos outras barragens operando, a água chegaria em Alagoas com volume 20% maior”, diz Cirilo. Segundo estimativas da Secretaria de Recursos Hídricos, existem 100.000 pequenas barragens em todo o Nordeste; a maior parte de 10.000 ou 15.000 metros cúbicos.
Fonte: Veja.com

Choveu muito em Pernambuco e Alagoas na sexta-feira, dia 18, mas a verdadeira causa da tragédia que arrasou a zona da mata alagoana, matou 44 pessoas e tirou mais de 40.000 pessoas de suas casas pode ter sido uma espécie de ‘tsunami’ causado pelo rompimento de barragens privadas situadas na bacia dos rios Canhoto (PE) e Mundaú (PE e AL). “É a única explicação possível”, afirma Ricardo Sarmento Tenório, professor de meteorologia da Universidade Federal de Alagoas e coordenador do Sistema de Radar Metereológico de Alagoas (Sirmal).

Branquinhaa, tsunami em alagoas

A hipótese de Tenório é que algumas das várias barragens particulares espalhadas pela bacia do rio Mundaú, que ocupa uma área de 4.102 Km², ficaram saturadas e se romperam. “Não foi uma tromba d’água em determinada região. A característica foi de uma onda grande que veio em alta velocidade”, afirma. Como o rio Mundaú não é caudaloso e as chuvas não ficaram muito acima do esperado para a época, o meteorologista não vê outra explicação para a tragédia. “Só não aconteceu antes porque não choveu tanto nas cabeceiras nos últimos anos.”

Segundo Tenório, as chuvas que se concentraram nas cabeceiras dos rios Mundaú, Paraíba (AL), Camarajibe (AL), Una (PE) e Sirinhaém (PE) foram fortes, mas não o suficiente para que os rios transbordassem com a violência observada em cidades como Branquinha. Esta cidade está longe da área em que mais choveu e mesmo assim foi completamente destruída. “Houve muita chuva na cabeceira desses rios, mas em Garanhuns, onde choveu 121,8 mm em 24 horas, não aconteceu grandes estragos”, diz Tenório. “Essa quantidade não seria capaz de provocar uma vazão tão grande.”

Junho e julho são, de fato, os meses em que mais chove na região. A vazão do rio Mundaú, que atravessa as cidades mais atingidas em Alagoas, dobra em junho e quase triplica durante o mês de julho. A chuva de mais de 100 mm registrada na sexta-feira não seria, então, segundo Tenório, nada fora do normal: forte para o período, mas não justificaria a violência com que a água atingiu as cidades ribeirinhas. “Metereologicamente não foi tão anormal”, diz Priscila Farias, técnica do INPE.

Água sobre água – Para Alex Gama, secretário de Recursos Hídricos do Estado de Alagoas, não dá para atribuir os estragos às barragens. “Existem algumas barragens que seguraram 15 milhões de metros cúbicos. Se fizermos as contas, isso não significa nada comparado à quantidade de água que desceu. Foi muita chuva e muita gente morando na beira do rio, por isso o estrago.”

As informações oficiais da Secretaria dão conta que entre os dias 16 e 19 deste mês choveu 400 mm, quantidade esperada para um mês e meio de chuva. No dia 18 ocorreu o maior pico: 180 mm. “Houve chuvas antecedentes que fizeram o solo ficar encharcado. A água desceu em grande velocidade e em grande volume. Foi água sobre água”, afirma o secretário.

Almir Cirilo, secretário-executivo de Recursos Hídricos de Pernambuco, também descarta as barragens como causa. “A única barragem que temos registro de rompimento tem capacidade de 600.000 metros cúbicos. Eu fiz uma estimativa que se não tivéssemos outras barragens operando, a água chegaria em Alagoas com volume 20% maior”, diz Cirilo. Segundo estimativas da Secretaria de Recursos Hídricos, existem 100.000 pequenas barragens em todo o Nordeste; a maior parte de 10.000 ou 15.000 metros cúbicos.

Fonte: Veja.com

leonardo - 24.06.10

Com certeza a história está mal contada, tem gente escondendo
a verdade aí. Pelas imagens que ví só pode ter sido rompimento
de barragem, chuva de 120 ou 180mm não faz essa tsunami de água não, a água subiria mais devagar se fosse só chuvas.

Manuela - 24.06.10

Tsumani NÃO!!!
Tsumani é uma onda gigante que se forma devido a uma movimentação de placas tectonicas. E assim como as demais ondas do mar, ela entra no continente e saí. Isso resulta em uma destruição “dupla”… com a força de entrada da água e também na saída dela.
O que houve em PE e AL foi uma inundação, provavelmente, causada pelo rompimento de barragem, visto q o volume d’água de chuva não era suficiente para uma elevação de nível d’água tão rápido.
Talvez, se houvesse um sistema de alertas eficaz, avisando a população do risco de rompimento, permitindo que as pessoas saissem de suas casas a tempo, muitas vidas poderiam ter sido poupadas.
Chamar de “tsumani”, além de errado, estaria colocando a ‘culpa’ dos acontecimentos na natureza.
Há necessidade de se investigar essa barragem que rompeu e que foi a real causadora do desastre.

junior - 24.06.10

Eu concordo que tenha acontecido algo mais que chuva forte,mais por algum motivo não tem divulgação,tem alguem com culpa no cartorio e tão calados,quem sera?,sera que vamos saber???

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