O QUE É FORÇA VOLUNTÁRIA?

Força Voluntária é um projeto apoiado pelo Fundo de Reconstrução do ICOM – Instituto Comunitário da Grande Florianópolis e executado pelo Instituto Voluntários em Ação, em parceria com a Defesa civil e outras organizações, que visa mobilizar, organizar e capacitar grupos de voluntários para agir em situações de desastres em Santa Catarina. Veja como fazer parte do Força Voluntária: 1. Clique em “Quero me Cadastrar” e preencha o formulário com seus dados. 2. Ao finalizar seu cadastro, clique em “Quero participar do projeto Força Voluntária”. 3. Escolha a vaga para ser voluntário em seu município. Caso não more em Santa Catarina, você pode ajudar sendo conteudista do projeto. 4. Pronto. Você será convocado para participar das capacitações presenciais e online e futuramente estará preparado e apto para ser um voluntário em prevenção e situações de desastres.

 

Moradores viram agentes de saúde no CE

1 de julho, 2010 por maria.eduarda

Levantar dados sobre os habitantes do semiárido cearense, para identificar problemas de saúde entre os moradores de sete comunidades pobres locais por meio do sistema inédito Diagnóstico Rápido Participativo (DRP). Com esse propósito, o projeto Animadores Comunitários, da Associação Recreativa de Solonópole (ARS), foi homenageado com um dos prêmios ODM Brasil em 2010. A distinção é concedida às melhores práticas destinadas a promover os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, fixados pela ONU até 2015.

Apesar do nome, o projeto não tem a ver com brincadeira, conforme explica a coordenadora da ARS, Conceição Dantas, que trabalha há 23 anos na iniciativa de Solonópole (CE). “Os animadores comunitários ajudam a levantar a autoestima das famílias, resgatando o que elas têm de melhor, por meio de uma atuação pró-ativa na região.”

Mensalmente, os animadores realizam visitas às casas dos moradores e acompanham como anda a saúde deles. “Com isso, identificam surtos de doenças, casos de desnutrição, evasão escolar e como fazem uso da água, por exemplo”, acrescenta a coordenadora da associação.

Ao todo, 35 animadores comunitários participam do projeto, enquanto outros cinco estão na fila de espera para fazer parte da equipe. Os integrantes são moradores de bairros atendidos pela iniciativa, e atuam como voluntários. Atualmente, sete comunidades são contempladas: Conjunto Cohab, Conjunto Nossa Senhora das Graças, Alto Vistoso, Barra Nova, Centro, Santa Tereza e Monte Castelo.

Cada pessoa fica responsável por entre dez e 12 famílias. “Parece muito, mas os agentes de saúde ficam a cargo de cerca de 230 delas, um número bem superior, e não podem dar a atenção necessária a todas”, acrescenta Conceição.

Auxílio a gestantes

Outro papel importante desempenhado pelos voluntários da ARS é o de auxílio às gestantes. Um grupo de mães visita as grávidas das comunidades abrangidas e explica a importância da realização de exames, como pré-natal. As voluntárias levam às futuras mamães um kit com banheira, roupinhas para o bebê e itens de higiene corporal, entre outros utensílios.

As animadoras comunitárias também ajudam a tirar dúvidas sobre parto, aleitamento, e ainda perguntam sobre o atendimento na rede hospitalar pública de Solonópole. Isso porque a ARS, depois de anos pleiteando, conseguiu assento no conselho de saúde municipal, onde pode opinar sobre como é possível melhorar os serviços oferecidos à população.

Cada animador possui um caderno de acompanhamento, no qual anota as informações sobre cada família. Os dados são, depois, lançados em um programa de informática, o que ajuda a controlar melhor o que se passa nas comunidades. “Daí surgem os DRP, que são como uma assembleia geral com os moradores, na qual os voluntários apresentam soluções aos problemas mais freqüentes”, complementa Conceição.

Reforço escolar

Fora o trabalho dos animadores comunitários, a associação, fundada em 1982 por amigos com o objetivo de ajudar crianças carentes, possui outros projetos na área social. Para isso, conta com a parceria de instituições como a Fundação Abrinq e o Fundo Itaú Excelência Social (FIES).

A ARS também atende a um total de 540 crianças e jovens até 19 anos, em suas três creches e na escola-reforço, que ajuda alunos com dificuldades no ensino fundamental.

Pensando em ocupar o tempo ocioso dos menores com entre seis e 12 anos, a associação apresentou ainda um projeto à Petrobras em busca de apoio financeiro. “Queremos afastá-los das drogas, por meio de atividades que preencham o período disponível deles”, conclui a coordenadora da ARS.

Fonte: http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=3503&lay=pde

Pesquisado pelo voluntário online Alessandro Cassoli

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